domingo, 9 de outubro de 2011

A riqueza do mobiliário dourado

Movéis em processo de douramento
Sofá entalhadodo década de 70, aplicado ouro 2011
A beleza do mobiliário dourado




O douramento em objetos decorativos, símbolos sacros, mobiliário, sarcófagos e até múmias, eram praticados por vários povos da antiguidade, especialmente por egípcios, gregos, romanos, habitantes da Mesopotâmia.                                                                                                          
A arte de douramento a ouro é uma das mais antigas e requintadas técnicas utilizadas na pintura, escultura e produção de pequenos objetos associados ao uso das mais diversas culturas.                                                                                                                            
Do antigo Egito ao esplendor do barroco europeu o douramento permitiu desenvolver uma linguagem extremamente delicada e rica de efeitos visuais e estéticos.                                                                                                                                         O assentamento do douramento consiste na aplicação de folhas de ouro, bastante delicadas, sobre suportes rígidos ou flexíveis. Existem dois tipos de douramento: ouro brunido e ouro fosco. Ouro brunido é também conhecido como douramento à base de água e o fosco, douramento à base de óleo ou mordente (embora atualmente haja a comercialização do ouro sintético de fácil uso e bem mais pratico).
O douramento alcançou o máximo de virtuosismo na Idade Media,quando foi largamente usado nas iluminuras de manuscritos, executadas principalmente nos mosteiros católicos e ortodoxos. Verificou-se também seu uso na Itália e França, então a medida que as técnicas de douramento avançaram para outras regiões, iam incorporando a estética de cada país e enriquecendo como novos materiais.
Não se tem uma data da primeira aplicação de folha de ouro, porém uma grande totalidade de estudiosos tende a aceitar o Egito como a região onde ele começou a ser usado. As primeiras referências visuais conhecidas sobre a produção das lâminas de ouro datam de cerca de 2.300 a.C., na tumba de Mereruka.
O ouro usado atualmente por douradores, restauradores de obras de arte, etc., é comumente comercializado em lojas especializadas em materiais para artistas e profissionais da área do restauro. São vendidos blocos contendo 20 livros de ouro. Cada livro contém 25 folhas de ouro, medindo 81mm x 81mm. As folhas de ouro são colocadas num livreto confeccionado com papel de seda, de cor de rosa, sendo que cada folha de ouro vem intercalada por uma folha de papel de seda. Cada folha de ouro tem a espessura de 1/1000 de milímetro.




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